Freela e Startup

#2 – Brief para Designers

Tal como prometido no post anterior, hoje vou abordar apenas o ponto “8” que vos ajudará a preparar um BRIEF para que na reunião nada seja deixado ao acaso. Existem vários tipos de brief mas este é um exemplo do que costumo utilizar na Napron.Love – thinking designers.

“8- Prepare um BRIEF estruturante “just in case“, pois alguns clientes preparam o Brief com os vários pontos a explorar, mas cada vez mais temos de ser nós designers a realizá-lo. Este Brief é uma salvaguarda para que nada importante seja esquecido, pois não é muito agradável regressar ao estúdio e entender que metade do projecto ficou por abordar.”

BRIEF
a) Dados relativos à empresa:

Nome da Empresa / História / Missão / Valores / Objectivos / Estruturação / Cases / Conceito / Imagem Actual…

b) Público-Alvo
Defina e Segmente
 o público-alvo com rigor, questione que tipos de serviços/produtos/marcas possui e quem é o principal público-alvo. (Género, Classe Social, Idade, Localização Geográfica são alguns dos factores essenciais.)

c) Objectivos da empresa
Entenda quais os principais objectivos do projecto e quais os critérios de aprovação. Aqui também é importante saber quem aprova o projecto. O objectivo é reposicionar? Atingir um novo segmento?Vender mais? Ser conhecido como uma empresa fun???

d) Concorrência
Estude os possíveis concorrentes, e apresente na reunião. Mesmo assim faça a pergunta ao seu cliente e tente saber qual é o projecto idêntico utilizado pela concorrência que mais se identifica e assemelha ao pretendido. Isso pode ajudar a direcionar o “estilo” do projeto mais rapidamente. Isto tem o nome de “benchmarking”.

e) Estratégia
O que vai vender o seu cliente? Como vai vender e se já há informações sobre a estratégia para entrar no mercado (internacional ou nacional?). As forças e fraquezas, oportunidades e ameaças (SWOT) devem de ser aqui “trabalhadas”. Qual a direcção a seguir?

f) Budget
Quanta verba (dinheirinho) o cliente tem disponível para este projecto? Muitas das vezes o cliente não nos dá esses dados, mas se conseguir entender os valores é bem melhor, isto para que não haja um desentendimento de trabalho/preço. Caso o cliente não lhe dê um valor de referência, não trabalhe antes de enviar um orçamento (é uma dica). Descrimine o orçamento, e contemple todos os pontos de salvaguarda ao seu trabalho.

g) Especificações técnicas
Questione se já há algum conceito pensado, se há alguns pontos condicionantes como a cor, o lettering, o slogan, os formatos, o tipo de impressão, endereços web a projectar, redes sociais a contemplar…etc.

h) Tempo de Execução ou Timing
Caso seja o cliente a atribuir um timing para a apresentação/produção ou entrega analise bem antes de se comprometer com o desenvolvimento do projecto. Não há nada pior que falhar prazos de entrega ao cliente. Caso seja você a decidir, analise o tempo que necessita e coloque mais três dias em cima do prazo para salvaguardar e assim aprimorar o projecto. Seja rigoroso com a definição das etapas do seu projecto para que tudo fique fantástico.

Conclusão:
Todos estes tópicos podem parecer exaustivos mas são essenciais para o entendimento de ambas as partes. Com o Brief, o cliente passa a ideia do que pretende mas o designer também se protege com o facto de se poder fundamentar no que foi solicitado. Os pontos não têm de ser seguidos como uma receita de culinária mas terão de ser abordados para que nada fique por dizer. O brief também se pode adaptar ao cliente, pois há clientes que não têm formação em marketing/gestão e que somos nós “designers” que temos de ajudar e tirar as nossas próprias ilações.

Muito obrigado, espero que tenham gostado e que se sirvam deste material.

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