Inspirações

5 princípios de UX para guiar o design do seu produto

Olá criativos, tudo bem?

Hoje eu vou falar um pouco mais sobre UX aplicado a produtos digitais para complementar outros posts sobre o assunto aqui no blog.

O processo de experiência do usuário deve ser pensado antes, durante e depois da concepção de um produto. Um UX Designer precisa estar dentro da cabeça do usuário e ir além do que somente resolver problemas de utilização, mas tambem de experiências e soluções que irão agregar valor ao produto e torná-lo indispensável para a vida de quem o utiliza.

Digestibilidade

digestibilidade

O bom design é fácil de digerir. Ou seja, quanto menos o usuário pensar no que ele tem a fazer no produto que estiver utilizando, melhor será o sucesso de uso e menor será a taxa de erros. Os usuários precisam de orientação para tomar as decisões sem que eles percam o controle.

Utilizar padrões de botões, cores, tamanhos de forma sólida podem destacar quais caminhos a seguir de forma mais natural e comum afim de que os usuários possam encontrar e realizar tarefas de maneira mais rápida.

Não é somente deixar o design mais “clean”. O cérebro tem quantidades limitadas de recursos cognitivos, bagunçar um padrão que já foi estabelecido exige uma nova curva de aprendizagem que as vezes nem é necessário existir.

Clareza

clareza

O bom design é ser honesto. Somente vender um produto sem indicar quais seus benefícios não é uma maneira honesta de conseguir fãs. Um aplicativo “free trial” sem ser claro em suas funcionalidades é uma forma duvidosa de teste do produto.

A clareza na hora da venda com certeza é um dos fatores determinante de compra. Uma vez que o usuário tem interesse em conhecer o produto que está comprando, dificilmente o fará se suas funcionalidades não forem claras ou se ele não tiver acesso total aos recursos antes de comprá-lo.

Confiança

confianca

O bom design é fácil de confiar. Antes de pedir uma informação ao usuário, é importante ele saber o porquê ele teria que fornecê-las. Ser claro nas explicações ajuda a criar um clima de confiança no produto e se torna mais fácil a conversão.

A Uber por exemplo, utiliza um sistema de pagamento seguro onde salva as informações que dificilmente o usuário dividiria com algum estranho. A confiança na transação através do aplicativo faz o seu uso ser efetivo para ambas as partes (carona e motorista).

Familiaridade

familiaridade

Um projeto inovador é incrível, mas aquele que resulta na conversão da compra ou de um contato é melhor. Você pode ter uma biblioteca com recursos incríveis no seu site mas se ninguém clica no botão de comprar por exemplo, algo está errado.

É comum você ver em muitos sites ou aplicativos barras de busca no topo, botões do lado direito para envio de um formulário, logo alinhado a esquerda, etc… Na maioria dos casos os produtos até parecem iguais. Mas esta familiaridade com outras plataformas é importante para reduzir a curva de aprendizagem por parte do usuário, pois o reconhecimento e uso é facilitado por outras experiências de utilização já vistas antes.

Por exemplo, muitos aplicativos feitos com base no Material Design da Google parecem iguais não por sua identidade, mas pela similaridade de utilização. Este guideline da plataforma Android faz que os aplicativos tem os mesmos recursos de uso mas com identidades diferentes, melhorando o reconhecimento e facilidade de utilização do aplicativo.

Prazer

prazer

Quando mais simplicidade você traz para o seu projeto, mais o usuário sentirá prazer em utilizá-lo. O prazer maior quando se utiliza um produto é se esquecer que é um produto e sim que ele é tão útil que se torna parte da vida do usuário.

Construindo produtos digitais com clareza e simplicidade, o usuário se sentirá mais confortável em utilizar e isto agregará valor ao produto. Considere que o seu produto ou serviço guiará o usuário a resolver efetivamente o problema que ele busca e que não seja apenas por capital, mas como solução para a vida das pessoas.

Considere estes pontos no seu próximo projeto web ou app para que a eficiência do seu produto final seja a melhor possível. Como a experiência do usuário depende da percepção cognitiva de cada um, é difícil mensurar efetivamente como cada usuário irá interpretar sua utilização. Mas podemos diminuir os erros e aumentar a assertividade dos produtos para que o uso seja o melhor possível.

Recomendo a leitura da série de posts sobre UX aqui no blog pelo time que estuda sobre o assunto como da nossa colunista Priscila Vasconcellos, que fala um pouco mais sobre UX para websites neste link aqui.

Este artigo foi inspirado pelo time do Invision.

Até o próximo post :)

Créditos: Johan H. W. Basberg, Andrew J. Young, Aarne Huttunen, Jean-Philippe Cabaroc, Piotr Ko?odziejski.

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