Artes

A arte dos Créditos Iniciais

Abertura de Game of Thrones

Fala criativos!

Hoje vou falar sobre um assunto que acredito deve ser do interesse de todos: Créditos de Iniciais, ou, Aberturas. Por muitos anos os créditos de iniciais foram apenas um momento do filme / série / animação em que apareciam os nomes dos principais envolvidos na produção, sejam os atores, diretor, produtores e etc e o título da película.

Com o passar das décadas, os diretores e editores viram esse espaço como um ótimo momento para ser criativo, um segmento que poderia ser explorado para mostrar ideias e conceitos ou simplesmente algo mais interessante do que uma lista de nomes e um título.

Portanto, hoje vou apresentar aqui alguns exemplos bem interessantes de créditos iniciais. Começando pelos créditos do filme “Watchmen” do diretor Zack Snyder, aqui a ideia principal foi usar esse momento do filme para contextualizar os acontecimentos anteriores ao filme embalado pela ótima trilha de Bob Dylan “The time they are a changin”, que fecha perfeitamente com a conceito dessa abertura.

 

Seguindo essa linha de mostrar acontecimentos prévios a história do filme, temos aqui esse ótimo exemplo do filme Zumbilândia em que conseguimos ver momentos durante o holocausto zumbi em uma belíssima câmera lenta ao som de “Whom The Bell Tolls” do Metallica.

Nem sempre a abertura precisa explicar eventos anteriores, principalmente quando se trata de séries com vários episódios e temporadas esse papel fica para uma recapitulagem. Mas um recursos interessante e que tem sido muito usado é o de fazer alusão a elementos e a narrativa da película, um ótimo exemplo é a abertura de Games of Thrones que tem o costume de mudar sutilmente a cada episódio de acordo com os acontecimentos na trama, mostrando ou não algumas localizações representadas.

Dar pistas visuais tanto dos elementos que estão inseridos naquele universo, como do próprio roteiro pode gerar ótimas aberturas. É o caso da abertura de True Detective, quem já assistiu a série sabe muito bem que além de mostrar as lindas locações e personagens, também dá leve spoilers do que vai acontecer.

Também não poderia deixar de postar a abertura da segunda temporada dessa mesma série. Por se tratar de uma antologia, ou seja, trocar personagens e roteiro, essa abertura mantém a estética visual da dupla exposição, mas troca todos os elementos.

Seguindo nessa veia de mostrar elementos da narrativa, as aberturas da série The Walking Dead não só dão o tom dá série, mas mudam a cada temporada de acordo com os acontecimentos.

É claro, até aqui falei muito sobre a influência da narrativa na abertura, contudo não pense que isso é necessário para fazer um bom crédito inicial. Talvez mais importante do que contar uma história seja deixar claro conceito e tom da série. Para mim não existe melhor exemplo que essa abertura da primeira temporada do American Horror Story, prefiro não falar mais nada, apenas veja:

De arrepiar, não? A quarta temporada dessa mesma série também consegue expor sua temática e conceitos, mas dessa vez de uma maneira mais lúdica e fantasiosa através do uso de um diorama gigante.

Mostrei muitos exemplos de séries até aqui, então vamos aqui à uma abertura clássica de anime, no caso o Ghost in a Shell. Quem já viu sabe o quão a frente essa animação estava do seu tempo e sua abertura não fica atrás, mostrando vários dos conceitos e temas abordados pelo filme e poucos minutos.

De maneira semelhante, mas agora com muita computação gráfica, essa linda abertura de The Girl With The Dragon Tattoo possui uma narrativa visual impecável.

Não para falar de aberturas com narrativa visual sem citar qualquer uma do James Bond, quase todos os filmes dão um baita show com seus créditos iniciais, vou colocar aqui um bem recente (e meu favorito), Skyfall.

Voltando a séries, pra mim é impossível de falar de aberturas marcantes sem citar essa de Dexter. A idéia de demonstrar temática da série com elementos do cotidiano é simplesmente genial, confira:

Também não posso deixar de citar a abertura de Lord of War, filme que trata sobre o tráfico de armas para países subdesenvolvidos, tem uma abertura sensacional em que mostra a “vida de um projétil”. Chocante, realista, mas definitivamente uma aula de uma boa abertura.

E quem disse que abertura precisa ser sempre algo sério e cabeça? A abertura do clássico Monty Python e Cálice Sagrado consegue fazer comédia literalmente desde de o início do filme.

E como não falar das clássicas aberturas dos Simpsons? Talvez a única série que tem carta branca para fazer o que quiser com a abertura, após mais de 20 anos de série você tem praticamente de tudo.

Nem sempre precisamos contar algo com a abertura, às vezes ela pode ser simplesmente estética e agradável. Essa abertura de Samurai Champloo apresenta os personagens sobre fundos de arte clássica japonesa ao som de rap.

De maneira semelhante temos a abertura do clássico Cowboy Bebop, visuais lindos, trilha sensacional.

Vamos desconstruir mais um pouco: Quem disse que abertura precisa ser complexa e comprida? Talvez ainda que um pouco complexa, a abertura de Hora de Aventura é curta, mas extremamente expositiva sobre seus personagens e história.

Mas vamos tentar ser mais minimalistas: É possível ser marcante, mas simples, como a abertura de Breakind Bad.

E o que falar da abertura de Black Mirror então? Não só sucinta, mas direto ao ponto da série, trabalho de um gênio.

Um ótimo site para ver estas e mais dezenas de ótimas aberturas é o Art of Title.

Montar uma boa abertura hoje em dia é um trabalho tão complexo quanto fazer um filme, sendo muitas vezes uma tarefa delegada para mais de uma empresa. Uma tendência atual interessante é a de fazer créditos iniciais “fan-made” e porque não uma ótima maneira de montar o seu portifólio caso queira trabalhar nessa área.

Algo que pode facilitar muito na sua criação é ter acesso a imagens e vídeos diversos e de boa qualidade, um bom lugar para encontrar estas para uso em seu layout é o Fotolia da Adobe, um banco de imagens líder mundial, que dá acesso instantâneo a mais de 62 Milhões de imagens, vetores, ilustrações e videoclipes, ou seja, um excelente material não só para estudar mas para trabalhos diversos!

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