Design

A tecnologia ao alcance de todos (?)

Você já parou pra pensar que nem todo mundo tem as mesmas capacidades para utilizar os produtos? No Brasil, existem aproximadamente 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, sendo que 4,3 milhões desse total possuem limitações severas. Algumas limitações são congênitas (adquiridas antes do nascimento ou até o primeiro mês de vida), outras são causadas por acidentes de trânsito, guerras, crimes, etc.

Cadeira de rodas que permite a posição em pé do usuário. 

Apesar de um número expressivo da população possuir algum tipo de deficiência, ainda são poucos os produtos disponíveis para estas pessoas. Em países desenvolvidos, a situação é um pouco melhor. Aqui no Brasil, pelo altíssimo preço desses produtos, é muito comum que a família ou profissionais envolvidos acabem “inventando” um artefato exclusivo para aquela pessoa, de acordo com suas limitações, com materiais baratos e acessíveis.

 Engrossadores de lápis feitos com espuma usada originalmente para revestimento térmico de canos. Fonte

É importante  notar que não só a deficiência deve ser compreendida, como também as habilidades que cada pessoa possui, pois elas são decisivas na escolha do melhor produto de tecnologia assistiva para aquele usuário.

Diz-se que, pela falta de acessibilidade e compreensão da sociedade, as pessoas com deficiências são invisíveis, pois a maioria permanece a maior parte do tempo em casa e não frequenta os espaços públicos. Nota-se, também, que os produtos feitos para as suas necessidades são invisíveis, pois não são comumente vistos no comércio. E quanto menor a cidade, maior a dificuldade de oferta. Uma vez disponível para compra, o próximo problema é o preço, já que a maioria é fabricado fora do país.

Criança com andador no parquinho.

Apesar de não isentar impostos desses produtos, o Estado tem o dever de conceder tecnologias assistivas a quem delas precisar. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação possui uma lista com diversos produtos de tecnologia assistiva, desde os mais conhecidos, como as cadeiras de rodas, até artefatos para tarefas mais específicas, como uma balança de cozinha em braile.

Tecnologia para auxílio na alimentação.

Como designers, temos o dever de não só pensar neste público, como de estimular sua sociabilidade e autonomia, para que cada vez mais pessoas possam viver e realizar suas atividades de forma independente. Também devemos ter em mente que a funcionalidade é muito importante nesses projetos, mas que não por isso devem ser deixados para trás aspectos estéticos, simbólicos e emocionais dos produtos.

 

Cadeira de rodas com estampa aplicada nas rodas e eixos.

Como referência de trabalho nesta área, temos a Assistiva, empresa gaúcha que oferece diversos serviços, desde aconselhamento para escolha do melhor equipamento até treinamento e formação de professores. Curta a página deles no Facebook para acompanhar notícias sobre o tema.

Mais alguns produtos de tecnologia assistiva:

 

 

Acionadores e mouse.
 


 

Vocalizadores para comunicação alternativa. 
  Tesoura adaptada.

Vocalizadores e teclado com teclas maiores e coloridas.

Andador.

Veículo para cadeirantes com entrada traseira.
Coleção de próteses.

Que o mundo fique cada vez mais acessível às pessoas com deficiência e que a garra delas nos sirva de exemplo.

Fontes 1, 2, 3

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