Acessibilidade e espaços adaptados

No Brasil vivem cerca de 45 milhões de portadores de necessidades especiais, segundo o Censo IBGE 2010. São cadeirantes, deficientes visuais, deficientes auditivos, entre outros, que se deparam cotidianamente com obstáculos formados por espaços que, infelizmente, não foram projetados tendo em mente este grupo da população. Muitas vias e espaços públicos, áreas sociais e de uso comum ou até mesmo lares em que um PNE se faz presente padecem desse mal: a falta de adaptação do espaço priorizando a acessibilidade.

Ambientes adaptados são projetados seguindo a regra básica de serem facilitadores ao acesso de portadores de necessidades especiais em suas tarefas. Além deste grupo, os idosos também geram uma demanda por adaptações em seu lares. Seja na locomoção pelo local ou na execução de uma atividade, os espaços acessíveis têm o papel de eliminar dificuldades geralmente presentes em ambientes que não seguem essa premissa. A chamada Arquitetura Universal e também o Design Inclusivo são as áreas responsáveis por satisfazer a essas necessidades e por trazer à tona a discussão da importância dessas adaptações.

Áreas de circulação espaçosas, barras de apoio, móveis na altura adequada. Algumas dessas medidas podem ser tomadas para que cada metragem do projeto seja utilizada da maneira correta e não atrapalhe o usuário na utilização do espaço. A estética também não fica de lado em projetos de acessiblidade, como pode ser visto logo abaixo nas fotos de um ambiente acessível apresentado na Casa Cor Brasília 2011, criação da arquiteta Juliana Santana.

Escrito por Mariany Carvalho

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