Design

Conheça o Museu do Design de Barcelona

foto: Marc G.C. Photography

No início de junho estive em Barcelona, Espanha, onde ocorreu entre os dias 2 e 12 o Barcelona Design Week. A festa de abertura da semana de design teve lugar no museu do design, o qual tive o prazer de visitar.

O Museu del Disseny de Barcelona nasceu da integração das coleções de uma série de museus pré-existentes. O Museu de les Arts Decoratives (artes decorativas e design de produto), o Museu de Ceràmica (cerâmicas), o Museu Tèxtil i d’Indumentària (design de moda) e o Gabinet de les Arts Gràfiques (design gráfico).

O prédio – DHUB
O museu tem sua sede no edifício Disseny Hub Barcelona na praça Les Glòries, obra do escritório de arquitetura MBM (Martorell, Bohigas, Mackay, Capdevila e Gual). As obras iniciadas em 2009 terminaram em 2013 e no ano seguinte o museu abriu suas portas. O projeto teve como foco manter público o terreno ao redor com espelhos d’água, espaços para eventos e descanso. O prédio consiste em uma parte subterrânea com dois pisos onde estão a sala de exposição temporária, um café, uma biblioteca, áreas para pesquisa e ensino e os andares superiores onde encontram-se as 4 exposições permanentes.

EXPOSIÇÕES:

1. Del món al museu. Disseny de producte, patrimoni cultural
Do mundo ao museu. Design de produto, patrimônio cultural

Cada uma das peças expostas são consideradas uma amostra representativa do design de seu tempo, das diversas aplicações de materiais e técnicas, assim como de seu impacto sociocultural. A exposição divide-se em 3 partes com 14 subdivisões: Referência (expoentes, protótipos, personalizados, vanguardistas), Materialidade (inovadores, artesanais, versáteis, desafiadores, ergonômicos, funcionais) e Contexto (reconhecidos, populares, ecodesign, design & emoção)

DICA!!!
A coleção de design de produto está disponível online, com mais de 800 objetos catalogados! AQUI

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foto: Leandro Melo

2. Extraordinàries! Col·leccions d’arts decoratives i arts d’autor (segles III-XX)
Extraordinárias! Coleções de arte decorativa e arte autoral (séculos III-XX)

Esta exposição propõe um passeio cronológico, do século III ao XX através da cerâmica, tecidos, mobiliário, vidros, miniaturas, relógios, papeis de parede e outros objetos. Divide-se em 3 partes: Coleções, Peças únicas e Arte autoral.

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foto: Leandro Melo

3. El cos vestit. Siluetes i moda (1550-2015)
O corpo vestido. Silhuetas e moda (1550-2015)

Desde a antiguidade os humanos têm alterado a forma e aparência de seu corpo através de penteados, jóias, tatuagens e, principalmente, através das roupas. As diferentes formas de se vestir têm a ver com os códigos morais, sociais e estéticos de cada época. A moda impõe padrões de beleza e as silhuetas e os volumes se modificam; o natural dá lugar ao artificial. Esse é o foco dessa exposição: como a roupa transforma as proporções e modifica a relação da pessoa com o espaço e demais indivíduos. É dividia em 11 partes, muito bem ilustradas através de manequins, peças antigas e releituras:

  • O cavalheiro e o cortesão. A roupa comprime o corpo. 1550-1789
  • Vestuário e revolução. O corpo se liberta. 1789-1825
  • Damas fluidas. A roupa infla o corpo. 1825-1845
  • Os burgueses enfeitados. Exagero nos volumes. 1845-1868
  • A época das anáguas. O importante está atrás. 1868-1888
  • Belas em forma de “S”. O vestido deforma o corpo. 1888-1910
  • A roupa exibe o corpo. Xô, espartilho! 1910-1930
  • A alta costura. A silhueta artificial. 1930-1960
  • Prêt-à-porter. O corpo se mostra. 1960-1990
  • Designers x globalização. O vestido afina, envolve ou mostra o corpo. 1990-2015
  • Estruturas interiores. Elementos ocultos no interior das roupas que ajudam a criar silhuetas e volumes
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foto: Leandro Melo

4. El disseny gràfic: d’ofici a professió (1940-1980)
O design gráfico: de ofício a profissão (1940-1980)

A coleção de design gráfico é a menor, ainda em construção através de doações. Neste primeiro momento, ela é dedicada à geração que impulsionou a transição de ofício ao que hoje conhecemos como design gráfico. Ou seja, explica como os criadores do período pós-guerra (chamados desenhistas publicitários) deram o salto em direção à profissionalização.

  • 1940-1952 – Cartazistas e artistas comerciais
  • 1953-1960 – Rumo à profissionalização
  • 1961-1968 – Os gráficos se organizam
  • 1969-1980 – A consolidação do design gráfico
  • Continua… – Caminho da regulamentação do design gráfico
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foto: Leandro Melo

Além das exposições o museu conta com um centro de documentação para a investigação, um espaço com informação e documentação relacionada com as artes do objeto e o design, com mais de 22 mil documentos: livros, revistas, arquivos privados, gravações, fotografias, catálogos.

O museu oferece, também, uma programação regular de atividades relacionadas com as exposições, visitas guiadas, serviços educativos, lança publicações, dispõe de serviços online, promove conferencias e ciclos de palestras.

Apesar de novo, aberto há pouco mais de 2 anos, acredito que seja um dos melhores museus do design do mundo. Coleções bastante consistentes e que abrangem diferentes áreas. Visita obrigatória para os criativos que estejam passando por Barcelona!

Achei interessante que o ingresso é válido para duas visitas em um período de até 6 meses. Por isso eu preferi fazer a visita com calma, em dois dias distintos :)

 

Museu del Disseny de Barcelona
Plaza de les Glòries Catalanes, 37-38 08018 Barcelona
Tel. (34) 93 256 68 00
museudeldisseny@bcn.cat
ajuntament.barcelona.cat/museudeldisseny

Horário
De terça a domingo, de 10am à 8pm
Fechado: 1º de janeiro, 1º de maio, 24 de junho, 25 de dezembro, e segundas-feiras (exceto feriados)

Preços (em junho de 2016)
Entrada geral: 6,00€
Entrada reduzida: 4,00€

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