Design Culture marca presença na edição carioca do Anima Mundi 2013

O segundo maior festival de animação do mundo aconteceu entres os dias 2 e 11 de agosto no Rio de Janeiro. O Design Culture foi lá conferir e deixar as impressões que tivemos da 21ª edição Anima Mundi para vocês.

Organização do evento

Este ano a concentração do evento foi na Fundição Progresso, na Lapa, espaço de eventos bem conhecido pelos cariocas.

A mudança de local do festival, que concentrava os eventos no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), parece ter dado certo. A Fundição Progresso deu mais espaço para os frequentadores e evitou a grande concentração de pessoas por m² que já era conhecida dos anos anteriores.

Outros pontos da cidade também receberam o evento. As mostras eram exibidas no Cine Odeon e no Oi Futuro de Ipanema. O Oi Futuro do Flamengo oferecia a oficina de praxinoscópio.

As filas devem ter desanimado quem deixou para ir ao festival nos últimos dias. O tempo médio de espera para participar das oficinas era de 30 minutos. As salas gratuitas de exibição de curtas estavam lotadas. No Cine Odeon a fila também era grande.

Mostras e inspiração

Com 510 obras, o festival trouxe uma gigante variedade de técnicas e estilos de animação. As obras eram muito inspiradoras para quem em buscava novas referências não só em animação, mas em outras áreas de design e comunicação. O pessoal que conversou com a gente depois de assistir as mostras dizia sempre “vou criar alguma coisa” inspirado em algum tema abordado na mostra.

A estudante de audiovisual Gabriela Souza conta que “a animação em si é um barato, mas os diálogos e o roteiro têm grande peso”. “Fiquei empolgada com a variedade de técnicas da mostra e estética dos curtas estrangeiros. Fiz até alguns rascunhos pensando em fazer um curta com o pessoal da faculdade”, completa Gabriela.

 

Oficinas

Quem enfrentou a fila para participar das oficinas não se arrependeu. As crianças eram maioria em participação, mas os adultos também estavam muito orgulhosos de suas criações.

“Vale a pena esperar na fila. No ano passado estava bem mais tumultuado.”, disse a professora de história Jussara Almeida que estava com seu filho Gabriel, 11 anos, na fila da oficina de zootrópio. Perguntei a ele se gostaria de ser animador quando crescesse e ele indagou: “tem gente que ganha dinheiro fazendo isso?” — desculpas, mas neste momento não contivemos nossas risadas.

Pois é, Gabriel, pode até não parecer, mas a cada dia mais pessoas vivem de animação no Brasil. Os profissionais brasileiros tiveram seu reconhecimento garantido nos últimos 20 anos e o Anima Mundi ajudou muita gente que está hoje em cena.

Compartilhe com a gente sua experiência no festival — pode ser de edições anteriores também. Algumas fotos do festival estão no nosso Instagram, segue a gente lá!

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