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Design e Storytelling, por que você precisa entender sobre isso

A evolução dos sistemas de informação e o surgimento massivo da internet mudaram alguns conceitos da comunicação mercadológica tradicional.

A fragmentação dos players do mercado, fizeram pulverizar os investimentos.

Entender que agora mídias de massa são as redes sociais e que apesar de todas as regionalidades, conglomerados de mídia sofrem com essa nova realidade, toda comunicação a ser construída para corroborar com a construção de uma marca no mercado passa a ter a necessidade de ser diferente.

Técnicas diferenciadas para isso não faltam.

Profissionais de marketing com capacidade de diferenciar uma marca no mercado não falta, mas o que realmente diferenciaria a sua marca no recall de seu mercado?

Para nós, publicitários e comunicólogos, a resposta é fácil: storytelling.

A indústria da publicidade já faz isso desde que se entende como mercado ativo no mundo, basta assistir um episódio de Mad Men para entender isso.

Mas é story o que?

Story (O que?) Telling (Como?)

Storytelling, o título aqui em cima já está explicando boa parte do que é essa dinâmica para você. A conexão entre marca e consumidores precisa ser muito mais profunda do que apenas a vontade de compra e venda.

Pense nas marcas que você mais se relaciona. Pensou?

Vou dar o exemplo da Disney. A maior contadora de histórias do mundo. Além de contar histórias em seus produtos?—?filmes e desenhos?—?a empresa consegue montar uma história incrível através de seus parques.

A experiência que você vive por lá é diferenciada. A história que é contada é uma história de diversão, vivendo os momentos mais mágicos da sua vida. Qual menina nunca sonhou em visitar o Castelo da Cinderella no Magic Kingdom?

Ainda não “comprou” o exemplo?

Vamos então para a Red Bull.

Se você acredita que a Red Bull é uma empresa que vende energéticos, você está errado. Tá, talvez não errado, mas equivocado.

A empresa austríaca do touro vermelho vende histórias de experiências fantásticas. Pense bem, onde você sempre vê a marca da Red Bull presente?

Um salto da mesosfera, travessia de slack-line entre os edifícios mais altos do mundo, uma das melhores equipes de fórmula 1, os aviões turbo-diesel da Red Bull Air Race, as melhores baladas do mundo…você escolhe.

Quase todos os pontos de contato da Red Bull contam uma história, entregam uma experiência.

Acredite em contar histórias não é somente com palavras

 

Foi possível entender?

Conteúdo e histórias não se constroem apenas com palavras. Desde os primórdios da humanidade, utilizamos imagens para contar histórias.

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Em 2014 escrevi um artigo sobre o poder da narratividade ilustrada. É simples, muitos negócios se apoiam na capacidade de contar histórias e nós nem percebemos como eles fazem.

Com a evolução das ferramentas e a massificação de conteúdo através das mídias sociais, temos o gifs, vídeos e micro-conteúdo despontando como formas incríveis de contar uma história.

Veja o exemplo do Casey Neistat. Seu ofício é de filmmaker, mas seu grande diferencial é ser um exímio contador de histórias. Sabe muito bem como encantar a e seduzir a audiência a permanecer ligada no enredo, renovando diariamente a história.

Use e abuse de plataformas como Snapchat, Facebook, Twitter, Pinterest…apenas estude bem onde está o seu público-alvo, construa um proposta de valor incrível e produza.

Mas produza muito!

Lembre-se apenas de manter-se ligado aos seus valores, ninguém curte e mentira, e não diferente com as histórias mentirosas.

Já é de conhecimento público, empresas que enfrentam problemas por terem falhado em suas histórias. A controladora das marcas Abercrombie & Fitch e Hollister, passou por esse problema não faz muito tempo.

Não posso falar em dados estatísticos o quanto isso afetou as vendas da marca, mas uma coisa posso afirmar, arranhou a imagem da marca perante o grande público. O que influenciaria numa possível transação comercial (supondo que fosse ocorrer alguma nesse período).

Por isso, não invente nem deturpe, apenas conte e compartilhe uma experiência.

Se você não conta histórias em seu negócio, deveria começar

O seu negócio conta uma história para alguém?

Ou melhor, a história que você conta com seu negócio, é lembrada? Entrega valor para o mercado?

No contexto de quem não é visto não é lembrado, construa um funil de conteúdo, com uma metodologia clara de conteúdo para atração, para retenção e para nutrição.

Só não caia na besteira de entregar conteúdo que a sua audiência não quer receber. Entenda primeiro de situações rudimentares de marketing.

Comece por entender quem é o seu público-alvo, quais são seus medos, desejos, sonhos e vontades. Entender a psicologia do seu consumidor é muito importante.

Entregar o que ele quer, na hora que ele precisa, faz toda a diferença e um storytelling bem feito pode realmente lhe auxiliar a construir essa metodologia.

Conclusão

Storytelling é democrático e é possível encaixar em qualquer realidade, afinal, contar histórias é a principal ferramenta de disseminação de conhecimento que a sociedade conhece.

Mas existe uma diferença muito grande entre contar um história verídica e cativante, para apenas uma história cativante que foi inventada em algum momento. O mercado é implacável e consegue desmascarar a farsa em algum momento.

Preze pela transparência e sinceridade.

Como você tem feito em sua empresa? Conta histórias de alguém ou do seu produto e serviço que muda ou impacta a vida de alguém em algum momento? Conte com um parceiro para auxiliar na criação de enredos consistentes para a sua empresa. Cadastre-se em nossa newsletter para receber mais direcionamentos.

* Ilustração de capa por Lua Ilustrações

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