Design

Dicas matadoras para Produção Gráfica

Máquinas, formatos, papéis, acabamentos, cores, procedimentos. A área de produção gráfica é tão profunda quanto o próprio design. A maioria de nós ainda tem dúvidas sobre todas essas etapas, além de alguns detalhes que nem sabíamos existirem. A intenção deste artigo é oferecer dicas rápidas e objetivas que farão diferença no seu trabalho.

O QUE É PRODUÇÃO GRÁFICA?

Como poderá entender melhor clicando aqui, a Produção Gráfica é uma série de processos técnicos para gerar um produto físico impresso. Envolve serviços, avaliações, materiais, custos e prazos de entrega. Os trabalhos vão dos mais simples aos mais complexos, como cartões de visita, cartazes, revistas, embalagens, envelopes e muitos outros.

Ser um designer ou profissional criativo exige que tenha conhecimentos no mínimo consistentes, caso esteja realizando um projeto que passará por processos gráficos. É importante entender a pré-impressão, impressão e pós-impressão, assim como diversas outras fases que tangem a produção do trabalho.

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Imagem: Shutterstock

OS PROBLEMAS COM CORES

Acho que não preciso falar sobre CMYK vs RGB quando o assunto é impressão. Todo mundo está cansado de saber que arquivos devem ser criados em RGB quando digitais, CMYK quando impressos. Porém, existem outros problemas envolvendo cores que vão além de sistemas.

Impressão de cor chapada

É como chamamos aquelas que possuem, em grande parte, elementos de cor única. Imagine preencher um arquivo de formato A4 apenas com a cor azul, por exemplo.

. No caso de impressão chapada, dê preferência ao processo offset. Máquinas digitais, geralmente, são inferiores neste sentido e podem entregar um resultado ruim. Mas não é uma regra! Existem máquinas digitais avançadas em muitas gráficas no mercado.

. Evite utilizar fontes finas ou de corpo pequeno sob cores chapadas, quando a impressão for digital. O resultado disso é uma invasão da cor externa para dentro da tipografia, prejudicando a leitura. Tamanho da fonte, no caso, é o que mais influenciará.

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Imagem: Luxfon.com

Degradê

Odiado por uns, detestado por outros, desprezado por muitos. Forcei a barra, mas atualmente muitos designers são aversivos a utilização da técnica. No geral, mesmo o efeito sutil do degradê em um background, pode gerar complicações.

. Degradê com grande escala tem chances de reprodução ruim em impressão digital. Trabalhe com cores próximas e espaços equilibrados para atuação do efeito (não aplique-o na peça inteira).

Perfis de cor

Os perfis de cor são como tradutores que vão mostrar, na medida do possível, certa fidelidade entre o que se vê na tela e o que será impresso. Alinhado a isso, é importante manter o seu monitor calibrado (saiba aqui como fazer). Agora vamos direto ao ponto! Para configurar o Photoshop, por exemplo, vá em Edit > Color Settings. Para as cores RGB, é aconselhável usar o perfil Adobe RGB, enquanto para CMYK, use FOGRA27 ou FOGRA39

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Descubra mais detalhes sobre perfis de cor.

OS PROBLEMAS COM PAPÉIS

O papel couché é o mais utilizado na indústria gráfica. Ele está disponível em diversas gramaturas, fosco ou brilhoso, além de ser o mais indicado para impressões coloridas.  No entanto, é importante saber que a impressão digital poderá variar no resultado de acordo com a mídia (papel) utilizada. No caso do couché, por exemplo, poderá haver diferença de cor entre as gramaturas finas e as rígidas, bem como nas versões foscas e brilhosas. Acontece também com outros tipos de papel, como o sulfite, reciclado ou supremo. Papéis mais porosos tendem a absorver mais tinta, então, se for escolhê-los para o seu projeto, procure não carregar muita cor nos layouts.

OS PROBLEMAS COM ARQUIVOS

Esses são os piores! Estão quase sempre relacionados a cor, resolução e acabamento. Por isso, é importantíssimo que preste atenção nos detalhes abaixo:

. Certifique-se sempre de estar fechando o arquivo em cores CMYK, verificando antes o resultado da conversão (caso, por acidente, tenha feito o layout em RGB).

. Sangria sempre é necessário! Algumas pessoas não sabem, mas dentro da gráfica tudo pode acontecer. Arquivos enviados com sangria, além de garantirem um bom acabamento, poderão salvar o material gráfico de um casamento ruim entre a frente e o verso do impresso, entre outros imprevistos. A sangria é imprescindível para o refile (corte) do material, principalmente quando impresso em quantidade (mais de um). Varie a sangria entre 0,3cm e 0,6cm na versão final dos seus arquivos. Não esqueça das linhas de corte também, que hoje em dia podem ser inclusas automaticamente, na exportação de arquivos PDF.

. E falando em PDF, você conhece o PDFX1-a? Esta é uma configuração projetada, basicamente, para fazer as coisas darem certo. Torna o arquivo leve, incorpora fontes ou as transforma em curvas, ajusta a resolução de imagens para o que é ideal ao tamanho do impresso. Se estava em dúvidas de quais configurações usar para saída do seus arquivos, vá de PDFX1-a sem medo. Clique para saber como exportar no: CorelDRAW, PhotoshopIllustrator e InDesign.

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Imagem: Pexels

O NOSSO CURSO!

Tenho certeza que todas estas dicas lhe ajudarão, mas sabia que há muito mais a se aprender? Já conhece o nosso curso de Introdução a Produção Gráfica? Nele você aprenderá desde a história até o fluxo de produção, técnicas secretas e mantras sagrados para que os jobs saiam muito mais bonitos. É uma porta de entrada para quem quer trabalhar na área, também. Aproveite! O curso é presencial e o próximo acontece em Fortaleza-CE. Em breve, na sua cidade! Clique aqui para conhecer e se inscrever.



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Boa sorte!

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