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Dicas pra quem está começando #3 – A importância da gramática

A série de Dicas pra quem está começando continua. O post #1 trouxe termos técnicos da nossa área. O post #2 trouxe os tipos de impressões. No post #3 vamos falar sobre a importância da gramática.

Imagem via Shutterstock

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Desde sempre eu fui fascinado por leitura. Lembro-me de quando era bem pequeno ainda e saía com meus pais para algum lugar, eu gostava de ficar lendo as placas dos comércios enquanto passávamos pelas ruas – não sei por que, mas eu lia em voz alta rssrssr.

Também tive a felicidade que de ter a minha mãe que sempre lia histórias pra mim (apesar de não ter muita paciência pra me ensinar matemática – era semelhante à Rochelle ensinando o Chris, mas enfim, pulemos essa parte rsrsrsr).

Eu fui crescendo e a leitura já era algo natural na minha vida. Não tive dificuldades em “ter que ler” livros para vestibulares e nem mesmo na faculdade.

Hoje, atuo na área de criação. Como criativo, o hábito leitura é um parte natural e de extrema importância em meu trabalho. Leio muitos livros, sites, blogs, etc… Entretanto, tenho visto muitos erros de gramática que chegam a ser grosseiros.

Não tenho uma postura radical e entendo que muitas pessoas não tiveram a oportunidade de estudar, pois no tempo em que tinham que estar na escola, estavam, obrigatoriamente, trabalhando. Isso é muito corriqueiro em nosso país.

Mas a partir do momento que você precisa se expor com algum texto (seja na internet ou não), a escrita passa a ser uma chave que pode lhe abrir muitas portas. E uma coisa é certa: quanto mais você ler (conteúdos confiáveis), menor será a possibilidade de você errar. E como supracitado, não estou falando de uma postura radical, pois só erra quem se arrisca.

Imagem via Shutterstock

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Estou falando de você estar preparado para uma redação de vestibular ou de alguma entrevista de emprego para que no momento chave, você não escreva coisas do tipo: “conserteza”, “AGENTE VER você através do vidro”, “ENpressora”, “VOU ESTAR MOSTRANDO” e por aí vai…

Talvez alguém fale que a educação do nosso país é uma tristeza, as escolas são cheias de mazelas e… Enfim… Tudo isso tem alguma verdade. Mas isso, sinceramente, não é desculpa. Sempre estudei em escola pública, morando em bairro de periferia (morei até em lugares com esgoto a céu aberto, sem iluminação “nas ruas”, também conhecido como favela). Mas em um dado ponto da minha vida eu cheguei ao entendimento de que o único caminho para que eu crescesse, era o caminho dos estudos. Só dessa forma eu teria condições de receber propostas além das que eram oferecidas por “amigos” com a intenção de me “ajudar” a obter crescimento rápido e fácil. Enfim, vocês entendem o que quero dizer… (E vejam onde estou: colunista do maior blog sobre design e inspiração do país!)

Sei que é difícil para muitos acompanhar as reformas gramaticais que se renovam de tempos em tempos por meios oficiais e por nosso jeitinho brasileiro (vide Vossa Mercê -> Vossemecê -> Vosmecê -> você -> cê -> vc – só pra citar um exemplo).

Porém, não nos enganemos: em nossa área de atuação, se dispor de uma gramática razoável não é um diferencial. Será apenas um diferencial se “nivelarmos por baixo” a conversa. Uma gramática boa é uma premissa. Pode muito bem nos abrir ou fechar portas.

É bem certo de que o seu entrevistador sabe ler e escrever muito bem. A galera do RH também. E muito provavelmente, seu chefe…

Para enriquecer seu repertório gramatical, sugiro que você acompanhe a página Português.

Grande abraço! Até mais…

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