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Fantástico traz de volta Helen Palmer

Muitos conhecem e admiram Clarisse Lispector como uma grande escritora da literatura brasileira, mas poucos conhecem seu trabalho como jornalista nos anos 50 e 60, onde ela escrevia sobre moda, comportamento e beleza nos jornais Correio da Manhã e Diário da Noite. No Correio da Manhã, Clarice usava o pseudônimo de Helen Palmer para escrever para sua coluna intitulada “Feira de Utilidades”.

Essa parte da vida de Clarisse serviu de inspiração para a nova série do Fantástico dirigida pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, que adaptou suas crônicas do Correio da Manhã tratando dos dilemas femininos para a tv. Três gerações de mulheres vividas pelas atrizes Alessandra Maestrini, Luiza Brunet e a top model Cintia Dicker vão ouvir os conselhos de Helen Palmer na voz de Maria Fernanda Cândido.

“Minha paixão é antiga pela obra da Clarice, mas eu realmente não conhecia essa fase jornalística dela. Ora ela se esconde através da máscara da Helen Palmer, ora essa máscara abre algumas frestas e deixa transparecer algumas entrelinhas da Clarice e eu fiquei encantado por esse jogo”, conta o diretor.

Mas um dos aspectos que chamam atenção na nova série é o destaque dado ao design e a propaganda das décadas de 50 e 60. O figurino e o formato visual de “Correio Feminino” seguem o mesmo estilo. Luiz Fernando encontrou inspiração em propagandas de revista da época. “Era tudo bem clean graficamente, com ausência de cenário, com um despojamento no uso da cor. Isso nos inspirou. É, também, uma homenagem ao design e propaganda”, afirmou.

“O Luiz Fernando falou: vamos fazer uma cápsula? Vamos fazer uma cápsula, né? Eu acho que tem a ver com esse momento da década de 60, o homem à lua. É uma cápsula acústica e por fora ela leva todas as referência da publicidade daquela época de 50 e de 60”, diz o artista plástico Raimundo Rodrigues.

“A linguagem da publicidade da época era essa: você tinha um fundo infinito, a modelo e o produto. Esse foi o conceito do Luis pra gente desenvolver o texto de cada cena. Vai a poltrona, a mesinha, a televisão, a revista que tá lendo… pum! Tá montado o set. Vai mudar esse set? Tira o piso todinho, entra outro elemento”, conta Marco Cortez, da produção de arte.

“No texto de Helen Palmer, pudemos localizar várias referências e indicações de como a mulher deveria se vestir e se comportar.”, diz a figurinista Luciana Buarque, que em parceria com Thanara Schönardie, realizou uma ampla pesquisa em torno da moda da época. No total, foram confeccionadas cerca de 200 peças especialmente para o especial. “Andamos o tempo inteiro dentro de formas do design e da beleza, realçando o clássico. Faz parte do universo feminino a preocupação das mulheres em se vestir bem e se sentir bem. Essa é uma questão universal e atemporal”, finaliza Thanara.

Objetos selecionados pela equipe de produção de arte, como móveis e eletrodomésticos, também foram cuidadosamente escolhidos. “Nas cenas, estão sempre apenas os poucos objetos fundamentalmente necessários, então, essa foi uma escolha minuciosa. Uma curiosidade incrível foi que encontramos uma máquina de lavar da década de 1950 que ainda estava funcionando, o que foi uma surpresa”, conta Marco Cortez, produtor de arte da série.

O resultado poderá ser conferido no próximo domingo (27/10) no Fantástico.

Fontes: Fantástico | Estadão.com.br | NTB |

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