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Fast Food Fight

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Vamos ser honestos, essa briga toda que anda rolando por aí devido ao novo Milkshake tá sendo bem legal. É sempre muito gostoso ver trabalhos de propaganda bem feitos, especialmente quando são os gigantes que estão no ring. Mas essa luta já não é de agora, e começou lá atrás quando alguém definiu que a única coisa boa do Bobs é o tal do Milkshake de Ovomaltine. Quem definiu isso fomos nós, e agora estes pequenos detalhes estão começando a fazer a diferença.

Imagem: divulgação

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Já se perguntou qual a vantagem dessa estratégia toda? Se tornar dono de uma marca para uso exclusivo do seu nome, mas não do seu produto. A ideia é unicamente atacar o tendão de aquiles da concorrência. Tá bom, legal, mas não pode ser só isso pode? Claro que sim, mas neste acaso essa briga representa algo muito maior.

Não é de hoje que as marcas vêm se devorando ao longo da história para se manter hegemônicas na área em que atuam, e as tendências de mercado ditam as regras para o sucesso. Repare como redes como Habbibs e Burguer King andam se esforçando para atacar a concorrência. Até o Giraffas entrou na brincadeira.

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Dia desses acabei assistindo um filme recém adicionado ao Netflix chamado Branded. O filme é de 2012 mas aborda justamente a crise das grandes redes corporativas (especialmente de fast food), onde essa espécie de “cartel” explora recursos gigantescamente maquiavélicos de marketing a fim de direcionar tendências para que a sociedade compre seus produtos. Mais pro final do filme, uma grande rede de produtos “saudáveis” começa a tomar conta das coisas, utilizando-se essencialmente dessa mesma tática, a do ataque.

Se é verdade ou não que as coisas no mundo capitalista funcionam dessa maneira tão conspiratória não sei afirmar. O filme mostra isso de uma maneira muito brilhante, e a produção, apesar de não ser das melhores, é muito criativa. Vale muito a pena conferir. Acima de tudo, vale a pena fazer o paralelo com a nossa vida, e pra mim fez muito sentido.

Já reparou como antigamente nós comprávamos carne? Simplesmente pedíamos pelo corte. Claro que sempre existiu a mortadela Ceratti, o pernil da Perdigão, a linguiça Aurora. Mas carne sempre foi carne, até que alguém decidiu falar que carne é Friboi e gastou uma grana preta em publicidade. Pronto. Temos um novo produto de sucesso no mercado. É assim que funciona, e a propaganda vai criando as novas tendências.

Daí as maiores redes de carne decidem mostrar que a melhor carne é aquela que você prepara em casa. A maior prova disso é ver uma propaganda, que começou a ser veiculada esta semana, que apresenta ninguém menos que o grande Robertão. Não meu chapa, não tô falando daquele da Friboi não, tô falando do Rei. Isso mesmo: Robert DeNiro falando, em português, que a linha de carnes Gourmet da Seara é Better than Great.

De repente, comer em casa passou a ser algo fabuloso. Programas como Master Chef e o famoso lema Do It Yourself voltaram a ganhar o coração do consumidor por uma alimentação com mais qualidade. E quem perde com isso? Justamente os Fast Foods, que estão investindo em uma repaginação de negócios. O McDonalds está lançando uma nova linha de lanches com assinaturas e modificando todo o seu direcionamento comercial. Fica fácil entender agora por que essa briga tão grande por um Milkshake?

Grandes empresas começam a pipocar no mercado com a proposta de aliar comida saudável com uma maneira Fast de ser. E não é a toa que vemos o surgimento de novas redes que se enquadram estrategicamente nesta nova visão do futuro. O Hirota Food Express é uma promessa neste setor. Com duas lojas na capital paulistana, a rede mostra sinais de expandir rapidamente com sua proposta simples: vender diferentes tipos de comida (mexicana, japonesa, italiana, brasileira etc) combinado a um requinte mais saudável e “gourmet”. Você pode levar pra comer em casa, mas pode comer no local também.

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Marcas assim representam uma profunda mudança nos valores e hábitos que nós consumidores, especialmente de grandes metrópoles, conhecemos. O mercado aos poucos vai moldando a sociedade, e não adianta pensar que ser veggie hoje em dia está na moda e saber entender esse fluxo do mercado é essencial para nós. O que sempre foi moda e começa a deixar de ser é pedir pelo número e comer um Big Mac.

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