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Gestalt: Introdução às suas Leis

O estudo da Gestalt e, consequentemente, da forma de percepção humana, fez com que os psicólogos percebessem a existência padrões de comportamento visual. Estes padrões são a base para as Leis da Gestalt – ou Princípios da Gestalt.

O que são as Leis?

Estas Leis são parte de um comportamento natural do cérebro que regem a compreensão das formas visuais. Elas nos dizem sobre o comportamento do olhar, organização perceptiva e sobre os atalhos mentais que nosso cérebro cria para resolver as formas visuais.

Atalhos mentais

Nosso cérebro, em vez de decifrar cada parte da forma visual, ele lê a soma do todo (a supersoma que já falamos aqui). Isso porque, para ele – o cérebro – o todo é mais importante que a parte.

Por isso, quando vemos uma árvore, não reparamos em tronco+galhos+folhas+frutos e sim no objeto do conjunto final que é a árvore.

Logotipo da Pepsi

Deu para perceber primeiro o círculo e, em seguida, os elementos que formam este círculo, pode ser?

Quais são as Leis?

São elas:

Unidade
Segregação
Unificação
Fechamento
Continuidade
Proximidade
Semelhança
Pregnância da forma

Se você já ouviu falar delas, mas com um outro nome, não se preocupem pois o conceito é o mesmo. Para a base desta série de posts, utilizo as nomenclaturas sugeridas por João Gomes Filho no livro Gestalt do objeto: Sistema de Leitura Visual da Forma.

Importante citar também que muitas vezes iremos encontrar citações sobre o assunto tratando-o como Princípios da Gestalt em vez de Leis da Gestalt. Alguns teóricos defendem o uso do termo Princípios por serem “muito parecidos com heurísticas, que são atalhos mentais para resolver problemas” (do site Linguagem Visual).

A partir da próxima semana iremos estudar as Leis, começando por Unidade Segregação.

Alguma dúvida, sugestão ou crítica? Deixe nos comentários. Seu feedback é muito bom para o crescimento do blog.

Até terça!

Este post faz parte da série Gestalt: Série de posts sobre a psicologia da forma.

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