Origem do estudo [parte 1]
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Gestalt – Origem do estudo [parte 1]

O estudo da Gestalt possui alguns nomes importantes, conceitos e origens bem interessantes para nosso conhecimento.

Quem começou com esta história?

O estudo da Gestalt era abraçado na Psicologia e Filosofia contemporânea pelo alemão Christian von Ehrenfels. Ele foi o primeiro a propor a ideia de supersoma e transponibilidade em sua dissertação na Escola de Graz (1890). Antes de Ehrenfels, os psicólogos e filósofos buscavam explicar os fenômenos psíquicos pelos elementos em vez do conjunto.

Um personagem desta história chegou um pouco depois, mas possui muito destaque. Max Wertheimer foi quem apresentou o estudo do “fenômeno phi”, em 1910, e é considerado o verdadeiro pai do estudo da Gestalt.

Não podemos deixar de mencionar também a influência de grandes pensadores, como Goethe e Kant, na evolução do Gestaltismo.

A Escola ‘dualista’ de Graz

Conhecida também como “Corrente Dualista”, a Escola de Graz (Áustria) recebeu a alcunha de “dualista” por identificar dois processos distintos na percepção sensorial: a sensação e a representação.

Sensação: diz respeito à percepção física dos elementos próprios de uma composição, como o formato de um objeto ou as notas de uma música. São elementos próprios ao objeto percebido.

Representação: diz respeito ao sentido percebido/adquirido da composição, como a forma visual do objeto ou a melodia de uma música. Esse processo é extrassensorial e é própria da percepção humana sobre o objeto.

Outros teóricos alemães defendiam a “Corrente Monista” (de modo único). Eles defendiam a ideia de que o extrassensorial não podia ser dissociado do material por ocorrerem serem percebidos ao mesmo tempo. Isso daria a ideia de que você não poderia perceber a nota ou a melodia, mas o resultado final da percepção que é a música.

Ehrenfels: supersoma e transponibilidade

Estes conceitos foram apresentados, como dito anteriormente, por Ehrenfels, em 1890, em sua dissertação na Escola de Graz. Os conceitos dizem o seguinte:

Supersoma: não temos a percepção do todo por meio de suas partes, mas das partes por seu todo. A percepção do todo é maior que a soma de suas partes. Em outras palavras, “A + B” não é simplesmente “(A+B)”, mas sim um terceiro elemento “C’, que possui características próprias” (Ehrenfels. 1890).

Transponibilidade: é a percepção da forma independente dos elementos que o constituem. A forma é mais importante porque ela se sobressai. Quando você vê uma mesa, você percebe primeiro a forma ‘mesa’, independente se esta mesa é de madeira ou plástico.

Lorem

É uma cadeira, certo? O design é diferente e o material também, mas você percebeu a forma dominante: a cadeira.

Na Parte 2 continuaremos o assunto falando sobre Max Wertheimer e o “fenômeno phi”.

Até a próxima terça!

 

Este post faz parte da série Gestalt: série de posts sobre a psicologia da forma.

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