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IKEA: Diferencial estratégico no mercado de móveis

A IKEA, maior empresa do mundo no setor de fabricação e venda de móveis, foi fundada pelo sueco Ingvar Kamprad, que revolucionou o varejo de móveis com o estilo fast food de sua empresa. Nascido em Almhult, no interior da Suécia, Kamprad começou sua carreira de empreendedor ainda adolescente, vendendo pelo correio caixas de fósforos e canetas. Aos poucos, acrescentou móveis de fornecedores locais a seu portfólio de produtos, negócio que acabou virando o embrião da IKEA.

Em 1951, desistiu de todos os demais produtos e mergulhou de cabeça no território dos móveis bonitos e acessíveis. Publicou, então, um primeiro catálogo exclusivamente de móveis e assim nasceu a IKEA tal como conhecemos hoje, com mais de 200 lojas em mais de 30 países. Antes da abertura da primeira loja com a marca IKEA, em 1953, os clientes que não podiam comprar artigos de luxo eram obrigados a contentar-se com móveis feios e de baixa qualidade. Kamprad vislumbrou uma grande lacuna no mercado de varejo de móveis e então passou a oferecer mesas, cadeiras e uma infinidade de itens a preços módicos, mas com design de primeira.

Em 1965, Kamprad abriu a segunda loja da empresa, na cidade de Estocolmo, e passou a fabricar móveis próprios. Para conseguir produzir peças modernas a preços populares, foi buscar matérias-primas em países do Leste Europeu, quando a maioria de seus concorrentes ainda comprava madeira a valores exorbitantes de fornecedores escandinavos.

A obsessão de Kamprad por economia tornou-se lendária. Durante muito tempo, o próprio empreendedor era quem pechinchava melhores preços com seus fornecedores. Além disso, como medida de redução de despesas, a IKEA foi a primeira rede a só entregar móveis desmontados aos clientes. E, graças à preocupação constante com custos, a empresa passou a apresentar uma das maiores rentabilidades de seu setor.

O sucesso entre os suecos foi tamanho que Kamprad decidiu replicar seu modelo de negócios em vários países. Entretanto, a expansão do grupo para fora da Europa, não foi um processo fácil. Iniciou-se na década de 70 com uma série de problemas. No Japão, depois de colher seguidos prejuízos, a Ikea resolveu deixar o país. Nos Estados Unidos, como as vendas não decolavam, Kamprad decidiu visitar algumas lojas no país disfarçado de cliente, a fim de observar os consumidores. Dessa forma, acabou descobrindo algo que as pesquisas não haviam lhe mostrado: o estilo dos produtos da IKEA não estava em sintonia com o gosto dos americanos. As toalhas eram muito finas, os sofás estreitos demais, e as camas, medidas em centímetros, fora do padrão king size dos Estados Unidos. Abastecidos com essas informações, os designers da loja reformularam boa parte das peças. Atualmente, as vendas no mercado americano são as que mais crescem no mundo.

Os produtos da IKEA, bonitos e funcionais, na medida exata das aspirações das pessoas e, muito especialmente, das crianças, revelam algumas das características mais relevantes do estilo sueco de decoração do lar. Suas estratégias são seguidas hoje por várias cadeias concorrentes ao redor do mundo – da inglesa Habitat à brasileira Tok&Stok. Nenhuma delas, porém, chega perto do tamanho da empresa sueca.

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