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Indústria de jogos sueca sugere criação de um sistema de classificação de jogos com base nos gêneros.

A indústria de jogos na Suécia lançou uma pauta sugerindo uma nova classificação de jogos no país, a classificação deles através de questões de gêneros, definindo questões que acontecem no jogo de uma maneira bem polêmica, visando uma “igualdade” entre as pessoas (um assunto muito debatido hoje em dia no mundo), o principal foco nisso é o sexismo, onde se vê privilégios para determinados gêneros, onde se entram vários fatores, como machismo, “feminismo” e homofobia e a relação de melhora no atual sistema de classificação de jogos, por idade e temas contidos no jogo.

Mas qual a real utilidade disso? Visto que mesmo que exista, a faixa etária dos jogos é 90% das vezes ignorada, quantas pessoas menores de idade não jogam jogos 18+? Por que a classificação de igualdade de gêneros não seria? Outra questão a se fazer, esses assuntos não poderiam ser tratados pelas próprias produtoras ao definirem isso no escopo de seus jogos, sem necessitar de um envolvimento de algo externo?

http://www.newgrounds.com/portal/view/648268
Super opressed people, jogo polêmico que ironiza a questão de igualdade de gêneros de maneira errada e pessoas vitimistas.

Nos jogos de tiro, por exemplo, call of duty, tema de guerra, onde se morrem vários personagens do gênero masculino, relativamente normal numa guerra, mas se entrasse algum personagem feminino, ou algum homossexual, o jogo iria ter que mudar sua classificação, isso é mesmo necessário? A maioria dos jogos matam e “estereotipam” personagens masculinos…
A intenção do projeto é conscientizar as produtoras e o mercado de jogos, para que possam abordar essas questões com maior clareza. Isso está no texto deles.

Um caso polêmico em relação à classificação de jogos, foi o Hot Coffee, do jogo Grand Theft Auto – San andreas, que tornaria o jogo Adults Only e a Rockstar fez de tudo para impedir a reclassificação, isso tudo porque certas lojas não poderiam vender um jogo de 18+, para menores, o que é correto claro, mas traria pouco lucro para a empresa, embora claro que não dá pra saber se um game como GTA vai ter sexo explicito ou racismo, porque é um game gigantesco, outro fato também é que o jogo não venderia muito se ele colocasse uma capa sem relação nenhuma com o que ele é, por exemplo.

Querer que o jogo tenha uma classificação etária e outras indicações parece uma tentativa de forçar jogos a se auto-policiarem e se auto-censurarem pra não perder publico, usando esse exemplo do hot coffee, basta observar que qualquer jogo que tenha algo considerado violento-polêmico-anti-familia transforma o jogo em anti-cristo pra gente que nem sabe direito o que é um video-game.

Hot Coffee, fase polêmica do GTA SA

Para uma família mais liberal tal jogo pode não ser violento, mas para uma família mais religiosa, por exemplo, até o jogo do mario é coisa inapropriada. Com tantas interpretações sobre o mundo, a classificação de gênero ou idade não definem a opinião geral sobre determinado jogo. Aquele selo se torna até irrelevante. Ele apenas avisa até um certo ponto (Opa, pode ter algo ruim aqui para criança), mas ele não substitui o julgamento pessoal.

O fato de crianças jogarem GTA, ou seja lá qual jogo 18+ é só um indicativo de que a classificação é apenas isso, uma classificação, uma censura e não uma proibição. Ainda cabe aos pais decidir o que a criança deve jogar. A sociedade pediu que o governo criasse alguém para classificar, e não é um trabalho inútil, inclusive é uma prática que existe nas mais diversas áreas, como cinema.

Em relação à questão de vendas, colocar um selo no jogo “Gay Friendly” (Por exemplo) não é uma tentativa da indústria de fazê-lo vender mais ou menos. A regulação influencia o mercado por diversos motivos, mas ela não existe para promover ou denegrir um produto, apenas para classificá-lo.

Ah, e deixando bem claro, não me interpretem errado, não sou contra nenhum tipo de pessoa e nem tenho pré-conceito com ninguém!

Fontes:
http://www.swedishgamesindustry.com/news/2014/10/24/swedish-games-industry-sign-declaration-for-diversity.aspxp
http://www.svd.se/opinion/brannpunkt/sexism-hor-inte-hemma-i-spelvarlden_4038953.svd

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