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Inspire-se nas histórias de pequenos revolucionários

Olá Pessoal!

Como em meus artigos anteriores, venho abordando temas que inspiram a criatividade e principalmente, que instigam todos nós a fazer a diferença em nossa sociedade. Hoje, não será diferente. Você já imaginou se as crianças tivessem voz ativa para fazer revindicações em questões sociais? Não são revindicações por mais brinquedos ou doces. São problemas sérios, como: preconceito racial, trabalho infantil e até direito a estudar! Você acha isso impossível? Aceite meu convite e conheça alguns pequenos revolucionários que estão deixando sua marca na história.

1. Preconceito Racial

Morgan Taylor, 7 anos, foi a inspiração para a produção de um livro. Tudo começou quando a menina questionou o fato do pai chamá-la de “princesa”. Em entrevista Todd Taylor, pai da pequena, contou ao jornal Today que a justificativa usada por ela foi que “princesas reais são brancas e eu não poderei ser uma um dia”.

Morgan E. Taylor e seu pai, Todd Taylor.

Morgan E. Taylor e seu pai, Todd Taylor.

A partir disso, Toddy empenhou-se em escrever uma história junto com sua filha, onde a personagem fosse negra. O livro é baseado em líderes negras, as quais o pai pesquisou para poder inspirar a criação do livro. Intitulado de “Daddy’s Little Princess” (Pequena Princesa do Papai, tradução livre), o livro está à venda apenas em inglês por U$ 9,99.

O objetivo de Morgan é ajudar as pessoas, em seu site disse que escreveu o livro para que outras meninas acreditem que elas também podem ser princesas, independentemente da raça.

Conheça mais sobre Daddy’s Little Princess.

2.  Combate ao trabalho infantil

Iqbal Masih, paquistanês, aos 4 anos foi vendido por sua família para uma fábrica de tapetes, aonde era forçado a trabalhar em um regime de escravidão, mais de 12 horas por dia, sob maus-tratos e fome.  Quando completou 10 anos, Iqbal escapou da fábrica e começou a lutar pelo fim do trabalho infantil em todo o mundo.

A partir de sua fuga, o menino se tornou-se um ativista público do fim da escravidão e do trabalho forçado de crianças, incentivando diversas delas a fugirem. Em 1994, recebeu o Prêmio Reebok de Direitos Humanos, o qual reconhece o papel de jovens ativistas no mundo. Infelizmente, em 1995, Iqbal foi assassinado no Paquistão, aos 13 anos. Muitos creditam a morte aos donos das fábricas de tapetes.

Iqbal Masih

Iqbal Masih

Postumamente, Iqbal se tornou um símbolo da luta contra o trabalho infantil, recebendo em 2000, o Prêmio das Crianças do Mundo, que reconhece os jovens cujas iniciativas tiveram um impacto na sociedade. O Departamento de Trabalho dos EUA criou um prêmio, denominado de Iqbal Masih, que reconhece esforços na redução do trabalho infantil.

3. Direito às meninas estudarem

Malala Yousafzai, paquistanesa, atualmente com 19 anos, baleada na cabeça quando seguia para a escola, em outubro de 2012 em um atentado de militantes islamitas do talibãs. O intuito do grupo extremista era matar Malala, devido à sua campanha pela educação das meninas no Paquistão.

Desde seus 11 anos, Malala era conhecida por seus esforços, pois escrevia para a BBC com um pseudônimo, onde falava sobre sua paixão pelos estudos e sobre a pressão dos talibãs no Paquistão, contrários à educação das mulheres.

Malala Yousafzai

Malala Yousafzai

Desde sua recuperação, Malala aproveitou a atenção recebida após o ataque para continuar promovendo a educação das meninas pelo mundo. Durante seu primeiro discurso público nas Nações Unidas após o ataque, Malala disse que não seria silenciada por ameaças terroristas.
Em agosto de 2013, Malala recebeu o Prêmio Internacional da Paz da Infância, e foi indicada para o prêmio Nobel da Paz do mesmo ano.

4. Acesso a água potável

Ryan Hreljac, canadense, aos 6 anos descobriu na escola que a escassez de água na  África, fazia com que muitas crianças precisassem andar quilômetros todos os dias para obtê-la, correndo o risco vida ao ficarem sem água potável por muito tempo. A partir disso, o menino decidiu que precisava construir um poço para uma vila local.

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Com a ajuda de familiares, vizinhos e amigos, Ryan conseguiu juntar parte do dinheiro necessário para construir um poço, e doou a quantia para uma ONG que fazia o trabalho na África. O primeiro poço financiado pelo trabalho do canadense foi aberto em 1999 em uma escola de Uganda. Também foi criada a Fundação Poço de Ryan, com o intuito de dar acesso a água potável no mundo.

Desde então, mais de 800 projetos foram construídos e quase 800 mil pessoas foram beneficiadas pela fundação. Hoje com 25 anos, Ryan continua empenhado para arrecadar de fundos enquanto viaja o mundo em busca de mais apoio para seu projeto.

Crianças de coragem. Crianças que opinam. Crianças de atitude nobre.

Fonte:
SóNotíciaBoa

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