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Imagem: Shutterstock

Ninguém mais tem saco pra ficar lendo textão sobre os males da internet, ou sobre “como você está gastando tempo à toa nas redes sociais”. Por isso mesmo resolvi escrever esse texto e dizer a você, caro amigo, que essa onda ainda vai durar muito tempo. Era pra ser um textão, daqueles cheios de dados e informações relevantes, apelos à sua razão e gráficos catastróficos. Mas não será assim, e vou expor alguns motivos simples para isso.

Primeiramente, os dados não são tão alarmantes assim e você descobrirá em uma pesquisa rápida que o brasileiro gasta em média 20 horas mensais em plataformas de streaming como o Netflix, e mais 10 em redes sociais como o Facebook. 30 horas por mês portanto, ou o equivalente a 1 hora por dia. Isso é quase nada – mesmo o brasileiro tendo as maiores taxas de acesso às redes sociais no mundo. Ainda por cima os dados são uma média, e portanto podemos considerar que muitos usam mais e muitos usam menos, e você leitor pode estar enquadrado em qualquer um dos dois lados.

Segundo porque crescemos municiados de TVs e videogames. Crescemos disputando com nossos irmãos quem ia usar o Joystick “Player 1”, quem ia escolher o canal da TV, quem ia usar a internet discada no fim de semana. E, no entanto, estamos aqui. Nós evoluímos e aprendemos a lidar com toda essa parafernália. A internet está fadada a seguir o mesmo caminho.

Terceiro, e finalmente, porque quero falar sobre outro lado, e de uma outra forma. Quero tocar seu coração, se isso for possível. Venho falar aqui sobre o sonho. Sabe aquele de realizar algo que você vem planejando na sua cabeça e pensou várias vezes o quanto seria bom fazer? Pois esse mesmo.

Muita gente atribui à correria do dia-a-dia a necessidade de estar sempre conectado, de modo a conseguir informações, trocar correspondências, experiências, ou mesmo se entreter. E isso nada tem a ver com dependência, vício na internet – sim, esses vícios existem e são assunto sério –, isolamento social e coisas do tipo. Você simplesmente faz parte de uma cadeia global conectada, e para tanto você deve estar conectado também. E no fim das contas, você já é bem grandinho para avaliar seu uso da internet, não é mesmo? Será?

Em épocas difíceis como agora, onde operadoras tentam limitar e cobrar taxas sobre seus preciosos bytes, onde liminares na justiça bloqueiam as comunicações e deixam as pessoas simplesmente desesperadas, vale refletir sobre a dependência que temos (ou não) da conectividade. Na qualidade do nosso tempo livre. Portanto vamos lá:

Quantos livros você andou lendo ultimamente? Quantas horas do seu dia você destina a estudar alguma coisa relacionada à sua carreira ou evolução pessoal? Quantos projetos paralelos você executou esse ano? Quantos “quando eu tiver tempo eu farei” você já disse este ano? Já reparou que você anda sempre cansado, mas tem tempo de ver 5 episódios seguidos da sua série favorita? Já reparou que as pessoas falam com você e parece que você não lembra como chegou naquele assunto? Ou se pega no meio de uma conversa pensando “caramba, eu não prestei atenção nenhuma ao que essa outra pessoa está me dizendo nos últimos 5 minutos”?

Viu só? A questão não é o que você faz demais (no caso da internet), mas o que você faz de menos. Você é a única pessoa responsável pelo seu sucesso, e isso começa no seu dia-a-dia. Cada minuto desperdiçado na internet é só um minuto a mais. No fim das contas, é bem provável que, ao invés de você não estar produzindo porque está na internet, você esteja na internet porque não tem ânimo de produzir. E o termo produzir aqui significa fazer algo relevante para você.

Investir no seu futuro deve ser uma constante para realizar os sonhos que você tanto planeja. E ninguém disse que isso é fácil. Mas aos pouquinhos tudo vai ganhando forma, basta ter em mente que você pode gastar um pouquinho do seu dia pra colocar um tijolinho de cada vez.

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