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O superpoder de uma curtida

Será o like um herói ou vilão?

Você já parou para pensar sobre o poder de um like? Uma curtida não é apenas uma curtida, ela esconde grandes poderes e até mesmo grandes intenções. Se lembrarmos ainda da famosa frase de um dos filmes de super heróis, que diz “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” (obrigada, Tio Ben), a curtida está muito bem comprometida nessa história toda.

Não falaremos de estudos de psicologia ou pesquisas aprofundas sobre como as redes sociais têm afetado nossa vida real (apesar de ter lido algumas delas antes de escrever esse texto), o ponto da nossa conversa vai ser bem pessoal.

Hoje cedo compartilhei um questionário no Facebook para ajudar a pesquisa de alguns colegas de MBA, recebi menos curtidas do que o esperado. “Que absurdo!” – pensei. A-b-s-u-r-d-o! Perto de tanto conteúdo inútil compartilhado por aí. Mas e se fosse você, o quanto não receber curtidas nas suas postagens iria te desapontar?

Você pode me dizer “não ligo para isso”, “eu não vou ficar chateado se ninguém curtir aquele vídeo de cachorros bonitinhos que eu compartilhei na minha timeline um minuto atrás!”. OK, sem pânico.  Não estou triste também.

Mas a verdade é que muitos internautas sentem falta desse tipo reconhecimento, acostumados com a falsa visibilidade dentro da rede social.

E é possível medir um sentimento em likes? Recentemente o Facebook anunciou uma atualização dos Reactions Buttons para expressar emoções como amor, alegria, tristeza, empatia e até raiva.

 

facebook-reactions-emoticons Fonte - webintegrations.co.uk

Você utiliza os Reactions Buttons para expressar seus sentimentos? 

 

Sinceramente, ainda familiarizo com o velho botão “curtir”. Se você se sente envolvido com a nova atualização e quer ouvir a opinião científica por trás da criação dos botões, dê uma olhada nessa matéria sobre “Gratidão“. (e não precisa me agradecer, ok? :0).

Focando na nossa jornada de superpoderes, você acha que estamos mais perto de podemos entender as pessoas, suas intenções e expressões pelas redes sociais?

A publicidade de si mesmo

Diversas fotos e vídeos são postados diariamente. Quantas delas são promoções de nós mesmos? Vi um vídeo bem interessante sobre o tema, você pode acessar ele aqui. O curta-metragem norueguês chama-se “What’s on your mind? (No que você está pensando? – em português).

Shaun Higton,  diretor e escritor do filme, critica como o “curtir” pode ser usado de uma forma negativa para tornar nossa vida mais glamourosa e perfeita. O personagem do filme mede os acontecimentos da sua vida baseado em mentiras para ganhar o reconhecimento que ele precisa.  Sabemos no fundo, que isso não é nada saudável e totalmente desnecessário.

Se você tem uma versão mais otimista de si mesmo, vale colocar a prova no aplicativo Apply Magic Sauce. Essa ferramenta traça o seu perfil psicológico baseado nas suas curtidas do Facebook. O bacana é que os dados são oferecidos em gráficos e estatísticas. Muito mais prático entender quem você é no universo online com essa ajudinha. (;

Até onde vai uma curtida

Não é de hoje que as curtidas geram polêmica. Muitos escritores, psicólogos e pesquisadores discursam sobre o tema. E quando o tema é constante, por que não criar um manual? Como vários manuais de coisas que compramos! Esse é o caso quando vemos portais divulgando dicas de “etiqueta” para curtidas, evitando assim que algumas gafes e vexames aconteçam por aí. Ou não.

Se é realmente efetivo, eu não sei. Mas o que muita gente ainda não sabe é que curtida é coisa séria. Tão séria que dependendo do conteúdo que é curtido e principalmente compartilhado, ele pode ser considerado crime. Existem algumas leis que punem essas ações. Dá um “Google it” e veja quantos casos já viraram notícia.

Curtir exige responsabilidade.

Sendo assim, a partir de agora, quando você tiver navegando pela sua timeline, lembre-se do quanto é importante ter consciência sobre suas curtidas e ações na rede.

Um like diz muito sobre nós mesmos, como enxergamos e entendemos o mundo. E sobre grandes responsabilidades, você entende, não é mesmo? Cabe pensarmos se estamos levando em conta os superpoderes das curtidas para o bem ou para o mal.

Será o like um herói ou vilão?

BÔNUS: veja o trabalho “The Sad Truth of Modern Life” do ilustrador italiano Marco Melgatri neste link aqui.

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