Design

Plástico e Papelão, o futuro pode estar no lixo

Olá pessoal!

Com certeza vocês já devem ter assistido ao filme “A família do Futuro”. Talvez, como eu, você tenha tentado imaginar uma cidade como a de Lewis no futuro, com prédios modernos, fácil acesso de um lugar ao outro, como o personagem diz “isso aqui está além de tudo que eu possa imaginar”. Esse e outros filmes criaram em nossa mente uma expectativa de futuro repleta de tecnologia e inovação por todos os lados. Realmente, se formos comparar as cidades de hoje com 20 anos atrás, confirmaremos as notáveis modificações no espaço e na estrutura. Se o seu olhar for minucioso, basta olhar seu celular para perceber o grande avanço!

Na verdade, podemos afirmar que estamos no futuro. E a dualidade que impera é tecnologia x sustentabilidade. Sabemos que é possível agregá-las e obter maravilhosos resultados. É nesse aspecto que muitas empresas, arquitetos, designers e engenheiros tem investido tempo e atenção. Tendo em vista que por conta dos descuidos com o meio ambiente, a palavra do momento é SUSTENTABILIDADE.

Hoje, falaremos de duas ideias voltadas para públicos diferentes, com intenções distintas mas com um mesmo foco:

  • Casas de Plástico:

Lembra do Lego? Aquelas peças coloridas que ao serem encaixadas, a depender da imaginação, ganham formas e formatos? Essa foi a ideia do arquiteto Oscar Mendez, ao criar tijolos a partir de plástico e borracha que se conectam como peças de lego. O material recebe aditivos que o tornam resistentes ao fogo e a terremotos. Dessa forma surgiu a empresa Concept Plastics na Colômbia. O intuito de Mendez é utilizar esse material na construção de casas mais econômicas para comunidades carentes.

A empresa se responsabiliza em visitar as comunidades e ensinar o método de construção aos moradores locais. Assim os moradores tem autonomia, além dessa ser uma forma de elevar a autoestima e empoderar essas pessoas. A Concept Plastics trabalha diretamente com as cooperativas de reciclagem, gerando assim renda e instrução para que todos tenham a capacidade de separar os materiais e a ajudar na fabricação dos blocos.

Blocos feitos de material plástico e borracha.

Blocos feitos de material plástico e borracha.

Já foram construídos, aproximadamente 4,9 km² de moradias, gerando assim uma reciclagem de 300 toneladas de plástico. É tão simples que quatro pessoas podem construir uma casa de 130 m² em cinco dias, sem necessidade de conhecimento de construção.

O melhor da iniciativa de Mendez é a criatividade para resolver dois grandes problemas mundiais: o acesso à moradia e a redução da quantidade de plástico descartado no meio ambiente. Segundo o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), o plástico, usado em material hospitalar, utensílios domésticos e garrafas PET,  pode levar até 200 anos para se decompor. Esse tempo depende da quantidade de fungos e bactérias encontrados no ambiente. Ou seja, Oscar Mendes teve o plano ideal!

casa_plastica3

IMAGEN-16488398-2

Conheça mais em Conceptos Plásticos.

  • Casas de Papelão:

A Wikkelhouse, é um projeto criado pela Fiction Factory, um estúdio de design holandês, que desde 1989 produz ambientes interiores, stands e móveis. Com tempo record, a casa pode ser construída em apenas um dia.

O grande destaque é para o material utilizado: papelão. Isso mesmo. São 24 camadas de papelão, coladas com cola altamente resistente. Formando blocos de 1,2 m de largura, podendo variar conforme o tamanho da casa. Tendo acabamento em madeira por dentro e por fora, o que proporciona resistência às chuvas. O peso da casa é em média 500 kg, não demanda de base no solo para ser instalada. o que permite que seja desmontada e transportada para qualquer lugar.

images

Wikkelhouse-Arquitetura-Sustentavel-06

Segundo a Fiction Factory, a WikkelHouse, tem durabilidade de até 50 anos. Entretanto, a entrega é feita somente na Europa. Sçao fabricadas anualmente 12 casas de papelão, cada uma custa a partir de US$ 28 mil.

Conheça mais a WikkelHouse.

Viu só?! Talvez nossas expectativas de futuro estejam mudando. As necessidade atuais exigem de todos os profissionais um enfoque mais sustentável e social.

Será esse o possível futuro de nossas casas?

 

 

 

 

Clique aqui para comentar ( )