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Inspirações

Seja mais humano e menos designer

Alguma vez você passou mal, foi a um médico que não olhou para a sua cara e disse que era apenas uma virose? Revoltante, não é? O mesma revolta acontece quando um cliente procura um designer que não examina o problema dele. O cliente se queixa e cabe ao designer ouvir (briefing), examinar (pesquisa e imersão), diagnosticar (problema real) e tratar (projeto). Algumas vezes não percebemos quando agimos assim. Proponho que pense um pouco sobre a última vez em que você…

  • fez uma pesquisa de imersão em um projeto de design
  • procurou conversar com o público do seu cliente
  • testou o produto ou serviço em que estava trabalhando
  • colocou-se no lugar do usuário

Caso não esteja lembrando (ou nunca fez), temos um problema. E dos graves. Afinal de contas, nossa profissão existe, entres outras coisas, para resolver problemas, não? O designer não é um ser soberano que dita tendências visuais. Mais uma vez: nossa missão é resolver um problema – e é para isso que somos pagos. Creio que ainda não há melhor solução que colocar-se no lugar do usuário, sentir na pele o problema e afastar o achismo. Vamos lá, tire a capa mágica e torne-se humano novamente. Caso tenha dificuldade, darei alguns motivos para justificar seu esforço.

Design é uma atividade de empatia*

O método TBC (Tirar a Bunda da Cadeira) é o mais eficiente para compreender melhor o problema que você está disposto a resolver. Entenda o projeto e as expectativas do cliente, converse mais com as pessoas e, depois disso, trabalhe para encontrar a melhor solução com as informações que absorveu. Sem fazer isso você acaba se preocupando somente com a estética, e não com a função. Analisar um apanhado de números de venda e estatísticas e achar que aquilo ali diz tudo sobre o usuário nunca foi uma fórmula de sucesso.

Design é projeto

Você seguiu à risca o que estava no briefing e no final não deu certo. Oras, o que aconteceu de errado? Boa parte dos clientes querem resolver um problema que está descrito no briefing (isso quando ele existe), mas não chegam a ouvir o usuário. O resultado disso? Você pode satisfazer a vontade do seu cliente, mas isso não é sinônimo de resultado efetivo. Colocando-se no lugar do usuário você pode descobrir muito além do briefing – ou talvez descobrindo que o briefing está equivocado.

* Sobre design e empatia, recomendo a leitura do texto “A empatia no processo de Design”, da nossa amiga Zi Bonotto.

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