Design

Semiótica no design, e agora? [parte 1]

Hoje, neste primeiro post,  falarei um pouco sobre semiótica no design, assunto um tanto fantasma durante nossas carreiras como designers no mundo canibal por informação. Eu mesmo, confesso, que na faculdade esse assunto, ou melhor, área de conhecimento e estudo era jogada aos alunos como confetes ao vento. Então, resolvi falar só um pouco de como se dá o processo de semiótica no design, para quê serve? Ajuda em quê?

A semiótica ilumina o processo no qual se dá a construção de um sistema de significação. A partir desse quadro teórico, podem-se identificar as variáveis intervenientes nessa dinâmica. Desse modo, o produto de design é tratado como portador de representações, participante de um processo de comunicação. A existência de um produto decorre da possibilidade de abordagem de um problema, dos meios disponíveis, das restrições presentes e das metas visadas. O designer, com sua competência, seus valores e suas possibilidades, atua como articulador com o setor produtivo em que atua, tomador de seu serviço. Assim, da ligação do designer com o setor produtivo no qual trabalha resulta a solução projetual. O produto diz por si próprio: suas qualidades e características, o seu modo de produção, para quê serve, para quem se dirige.

Então, a semiótica aplicada ao produto introduz aportes para resolver as questões decorrentes da preocupação da comunicação do produto de design. Essa teoria fornece informação para os designers resolverem as questões comunicacionais e de significação e tratar do processo de geração de sentido do produto – a sua semiose. Ademais, a semiótica aponta parâmetros específicos de design para avaliação. São também indicadores de um bom design: o conforto, a segurança, a identificação e a significação proporcionados pelo produto a seu destinatário.

semiotica

Dica de livro:
Elementos de semiótica aplicados ao design
Autora: Lucy Niemeyer

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