Design

Um briefing no capricho, por favor!

Se fosse realizada uma pesquisa entre os profissionais da área de comunicação/publicidade/design qual seria a porcentagem de briefings minimamente norteadores que eles recebem? Trinta por cento seria um número pessimista ou otimista demais?

Os profissionais da área bem sabem o quanto sofrem com briefings deficientes, confusos, vagos, enfim, um instrumento que seria valioso para a objetividade e assertividade do projeto, mas que devido ao descaso, acaba sendo apenas uma leve pincelada do que deveria ser.

O briefing, além de dar os parâmetros do projeto, deveria ser também uma ferramenta de avaliação, tanto do profissional, numa auto-avaliação, quanto do cliente, na avaliação das opções apresentadas e/ou dos resultados. Porém, isso só é possível quando há um briefing completo, bem desenhado, seguro e com detalhes específicos para aquele determinado projeto. Caso contrário, o briefing se torna apenas uma lista pobre de requisitos básicos (quando muito).

O erro de alguns profissionais é esperar o briefing do cliente. Acredite, ele não virá, salvo raras exceções. Se você quer ter uma ferramenta realmente interessante, o briefing precisa ser construído, em conjunto entre o profissional e o cliente. Na verdade é o profissional da área que deve “arrancar” do cliente o que ele quer, sugar todas as informações pertinentes e até mesmo, não poucas vezes, ajudar o cliente a definir o que ele quer, desenvolver com ele soluções que às vezes nem mesmo ele sabe que existem. Afinal, quem vai concretizar o projeto é que sabe de que bases ele precisa para atingir o foco, com o mínimo possível de desvios, que geram retrabalho, perda de tempo e insatisfações de ambas as partes.

Como falado acima, um briefing realmente completo é aquele que considera as especificidades de cada projeto, de cada cliente, de cada mercado, mas um esqueleto básico pode ser útil para dar o start no trabalho. A partir dele o profissional vai “recheando” com detalhes e personalizações.

 

Briefing básico

Briefing básico

 

São apenas tópicos básicos a se considerar que, de uma forma geral, podem ser aplicados em qualquer trabalho, mas que precisam, obrigatoriamente, serem complementados para se constituir realmente num mapa da mina.

Gisele Monteiro

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