Artes

Warcraft – 3 Elementos para um bom Design

Atenção! Alerta de spoiler.
Quando a expectativa é menor que a realidade no dia em que você vai assistir aquele filme sem qualquer pretensão de gostar – sobretudo porque não está tão em evidência- mostra que este não é um filme qualquer. A direção ímpar do Duncan Jones não deixa dúvidas no que tange à qualidade produtiva que esse longa-metragem traz a seus expectadores.

Alguns fatores dessa super criação do cinema, como um bom romance amoroso, a trilha sonora, as ilustrações, o motion, a programação digital e a qualidade visual criam uma experiência diferenciada. E ainda mais:  fazem com que uma boa noção de como o Design deve ser aplicado venha à tona. A direção de arte associada ao roteiro com elementos inusitados e produção de alta qualidade mostram como o Design está ligeiramente ligado ao longa. Aqui, detalhamos 3 pontos fortes dessa obra: Visual, Produção e Roteiro.

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Visual arrojado – Mesmo pra um bom amante do game, o visual de alto calibre, daqueles que chega a aguçar a pupila e criar “borboletas no estômago” é evidentemente notável e supera as expectativas de quem vai até o cinema pra conferir a produção cinematográfica, sob os talentos irreparáveis de atores como Travis Fimmel, Paula Patton e Ben Foster.

A ênfase na qualidade visual cria um link direto com a aplicação de como o Design deve ser pensado para estabelecer atratividade ao consumidor desse conteúdo. Uma lição muito forte fica com essa consideração: se o design é bonito, elegante, arrojado, esteticamente agradável, certamente a chance de êxito será superior.

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Produção / Gráfico – A forma como o projeto foi construído, levando em conta a funcionalidade prática com que a história acontece, tendo em vista os efeitos visuais, o uso sofisticado de como as câmeras se movimentam na direção de fotografia e a coloração poderosa fazem com que a produção bem executada seja claramente notada – e a Universal Pictures pode comemorar o resultado, já que é uma das empresas responsáveis pelo projeto.
Em alguns momentos, a sensação de que o design foi minuciosamente utilizado fica evidente. O movimento é tão natural que a diagramação visual é quase imperceptível. E aqui pra nós, quem não tá muito entronizado nesse universo “desáiniano” não vai sacar tão facilmente que a maioria das cenas foi diagramada por meio de um projeto à base de um bom design.

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Roteiro – É muito legal quando se vai ao cinema para assistir um filme que você já imagina como vai acabar. Mas é infinitamente melhor quando você vai sem ter a mínima ideia do desfecho da história, como pensaram os roteiristas Charles Leavitt e Duncan Jones. Pois bem, essa guerra entre dois mundos (bem diferentes, por sinal) é muito mais que sangue jorrando e espadas e lanças se encontrando sob gritos e grunhidos.
A redação é atrativa e envolvente, criando uma sensação de imprevisibilidade durante o trajeto nada linear da proposta com que a produção se apresenta. Em termos práticos, não se sabe bem o que a próxima cena vai mostrar e ainda menos como a história vai finalizar. Se é que finaliza (metade de um spoiler aqui, rsrsrs).

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No fim das contas, Warcraft se apresenta como um bom filme, sem grandes projetos de mídia como outros gigantes, semelhantes a filmes da Marvel, por exemplo. Mas devidamente encaixado na categoria de grande produção cinematográfica e que, com louvor, cumpre bem esse papel. Sobretudo porque leva em conta o Design como sendo de suma importância para o feito, lançando mão de critérios essenciais para um bom resultado criativo.É isso, gente. Um bom filme pra chamar uns 2 amigos e ir correndo aproveitar. Com uma ótima experiência visual.
Saudações!

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