Inspirações

Design Editorial – Parte #04

Olá Pessoas!

Hoje chegamos ao nosso último capítulo sobre Design Editorial, já conversamos aqui sobre alguns princípios do editorial como: alinhamentos, proximidade, repetição e um pouco sobre diagramação, (se você ainda não viu clique aqui, aqui e aqui) hoje vamos finalizar falando sobre tipografia e como pode ser aplicado seu uso para o design editorial. Vamos lá!

Particularmente acho que todos os designers são fãs de Tipografia. Isso porque são elementos cruciais em qualquer projeto gráfico. Elas vão expressar se aquele material está legal ou não, falar se aquela expressão está correta mesmo… enfim, são tantas coisas que podemos falar sobre tipografia que fica difícil citar poucas. Nesse artigo não falaremos sobre qual fonte você poderá usar para seu projeto, acredito que não existe uma regra pra isso. Tudo vai depender do tipo de projeto, o sentido que você quer empregar para a informação, objetividade, entre outros. Experiência, pesquisas e estudar bastante é o que faram você escolher a fonte certa para seu projeto.

Tipografia – Topologia

Um impresso de alta qualidade resulta de uma combinação de talento, habilidade e materiais – boa composição dos textos, boa produção gráfica e bom design, todos cuidadosamente entrelaçados, com o objetivo de agradar visualmente. Sem um bom design, a mais primorosa produção no mais refinado papel é desperdiçada. Por isso definir uma boa tipografia é essencial para o sucesso do seu projeto.

Tipografia ou tipologia é o conjunto de caracteres, letras, algarismos e sinais – seu estilo, formato, tamanho e arranjo visual, que constituem a composição dos textos, usada em um projeto gráfico. Os caracteres pertencem a alfabetos, próprios da escrita das diferentes línguas, em diferentes épocas. Atualmente existem vários tipos de impressão no mercado, mas tudo isso começou com a prensa de Jahannes Gutenberg em 1456. Ele usou tipos móveis que combinados formavam palavras, a matriz possuía uma superfície plana em relevo, com o desenho da figura a imprimir. Essa faca saliente recebe papel ou outro suporte, imprimindo a figura.

Para que vocês entendam um pouco desse assunto, disponibilizarei aqui um curto documentário sobre o processo de impressão desenvolvido por Gutenberg, já que falar sobre isso rende vários assuntos e muitas informações.

Johannes Gutenberg e a Máquina de Impressão

A tipografia se origina, portanto, no desenho, composição e impressão com tipos. A gráfica que utiliza o processo tipográfico também é chamada de tipografia. Para o designer, o termo tipologia seria mais significativo para reunir o estudo dos caracteres, desde a sua criação, desenvolvimento e adequação ao uso; sua relação com todos os processos gráficos; o que diz respeito à diagramação e paginação de espaços com composição de textos. Em outras palavras tudo o que se relaciona a tipos.

Tipo, família tipográfica e fontes

O nome tipo passou a designar o próprio desenho de caracter. Hoje se define tipo como o desenho de caracteres com propriedades visuais uniformes. Diz-se que um certo tipo de letra foi adequadamente escolhido para determinado título. Em inglês, type tem o mesmo significado abrangente; quem cria o desenho do tipo é um typeface designer.

tipos

Família tipográfica é um grupo de tipos unidos por características similares. Os tipos membros de uma família tipográfica se parecem entre si, mas diferem basicamente na espessura, na largura ou na inclinação.

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Para compor uma família, além da versão normal do tipo, também conhecida como “redonda” ou “romana”, duas outras formas versões são suficientes: a inclinada para a direita, a forma “cursiva” ou em “itálico”, e a de espessura (“ou peso”) maior das hastes, a “em negrito” ou “bold”.

UNIVERS

É interessante que ao se projetar membros de uma família tipográfica, constatou-se que eles exigiam desenho próprio, percebido pelo leitor em pequenos detalhes.

Fonte é uma palavra originária dos tipos do passado, que atualmente se emprega em todos os trabalhos de composição eletrônica, muitas vezes confundida como sinônimo de tipo. Fonte é o jogo completo de caracteres de qualquer texto naquele tipo.

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Corpo

O tamanho do tipo é medido por sua altura, denominada corpo, que é na verdade, a distância entre as faces anterior e posterior do antigo tipo de metal, incluindo os espaços acima e abaixo do caracter. A unidade de medida do corpo é o ponto, criado em 1737 por Pierre Simon Fournier e padronizado por François Ambroise Didot em 1875. O ponto original Didot média 0,376 mm e 12 pontos perfaziam um cícero (medida tipográfica há muito tempo em desuso). No sistema anglo-americano, utilizado atualmente, o ponto mede 0,351 mm e 12 pontos equivalem a uma paica (pica, em inglês), ou 4,218 mm.

CORPO

Tipo e Logotipo

M. Cassandre criou em 1963 o elegante logotipo de Yves Saint-Laurent. Embora exista solução original para o desenho de 12 letras, não foi desenvolvido pelo autor um tipo completo, para manter integro e único o logotipo.

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Ao projetar um logotipo, a busca natural de novas formas para os seus caracteres raramente se estende a todos os demais caracteres do alfabeto.

Essa possível continuidade do trabalho visando criar um tipo novo não é objetivo nem preocupação do projeto da marca, podendo até prejudica-la na originalidade, em sua grande virtude.

Portanto, tipo é o desenho da letra. Já logotipo é o tipo de letra usada em uma identidade visual. É interessante que possamos saber a diferença para não se confundir quando estiver conversando com um cliente.

A tipografia é a base para a qualidade de qualquer material gráfico, o mau uso da mesma, pode acarretar na falta de vontade de ler aquele material. Um projeto pode está todo perfeito, mas se errar na escolha da família tipográfica já era! No campo editorial todos os elementos são importantes, mas a tipografia é primordial para validar se aquele material é interessante ou não.

Lembre-se que cada tipo emprega um sentido diferente, por isso ela tem que ser condizente com o assunto que está sendo abordado. Por exemplo, imagine que em uma porta tem a seguinte placa “PROIBIDO ENTRADA DE VISITANTES”. A escolha da tipografia vai ser importantíssima para o indivíduo respeitar aquela placa. Se a escolha da fonte for errada, o usuário não absolverá aquilo com seriedade. Mas se a escolha da fonte for certa, com certeza ele respeitará aquele pedido.

placa

No primeiro caso temos a famosa (e rejeitada pelos designers), Comic Sans MS. Um tipo que passa um sentido (entre tantos outros) engraçado para aquela informação. Nesse caso, foi uma má escolha do tipo. Já o segundo exemplo temos o tipo Impact, com um traço forte e pesado, com certeza foi uma boa escolha para a ideia de seriedade obtida para a placa.

Por esse exemplo podemos perceber o poder que a tipografia tem em qualquer projeto.

Nesse artigo eu tentei trazer um pouco sobre a história e também algumas questões sobre a tipografia. Não acho interessante falar para vocês sobre a diferença entre fontes serifadas e não serifadas, já que na internet tem muitas informações sobre esse assunto. Então usem como base para poder ter uma melhor interpretação a respeito desse assunto.

O estudo sobre tipografia rende uma vida toda, então esse artigo é insuficiente para você poder entender todo esse mundo dos tipos, por isso estudem, leiam e absorvam tudo o que vocês puderem sobre esse assunto.

Lembre-se, NÃO EXISTEM LIMITES!

Assim finalizamos nossa série sobre Design Editorial. Espero que todos os conhecimentos abordados aqui possam ter ajudado vocês a entender sobre o assunto e a melhorar os seus projetos.

Em breve abordaremos mais assuntos sobre Tipografia e Editorial.

Até semana que vem e abraços!

 

Referências:

Pereira, Aldemar d’Abreu. Tipos: desenho e utilização das letras no projeto gráfico. Aldemar A Pereira.

Zappaterra,Yolanda e Caldwell,Cath. Design Editorial – Jornais e revistas / Mídia impressa e digital. Yolanda Zappaterra e Cath Caldwell – Editora GG

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